Já há muito tempo que não venho cá escrever nada e, por isso, vou tentar manter este post o mais educado possível, visto que economia e política não são temas que eu domino. No entanto, é um desabafo que tenho que fazer e quero, ao mesmo tempo saber outras opiniões...
Venho-vos falar das medidas de austeridade que o Primeiro Ministro Passos Coelho anunciou recentemente...
Vejo toda a gente reclamar, em todo o lado, que estas medidas só nos apertam mais o cinto e que não conseguem viver assim e que se lixe a Troika e que querem as vidas de volta e bla bla bla whiskas saquetas... Eu não tenho contas para pagar, mas sou crescido o suficiente para me aperceber daquilo que se passa no país e entendo perfeitamente que isto não está fácil para quem as tem.
Os pais queixam-se que o ordenado mal chega para pagar as contas da casa. Mas estas medidas que estão a ser aplicadas agora são para o bem dos filhos e netos dessas mesmas pessoas. Não é isso que é ser pai? Fazer sacrificios em vida para folgar as costas aos nossos filhos quando já não estivermos cá? Peço desculpa se sou o único que pensa assim, mas não me parece que esteja errado. Será preferível viver à grande e à francesa agora para depois os nossos filhos passarem por isto e quem sabe, pior?
É certo que quem fica mal na figura, agora, é o Pedro Passos Coelho, mas na minha opinião ele está a fazer um trabalho muito melhor, pelo menos, no que toca a economia do que qualquer um dos seus antecessores até chegar ao Salazar, esse mestre da economia que é subvalorizado pelas suas políticas (des)humanas... O que é que aconteceu quando o último PEC do José Sócrates não foi aprovado pela Assembleia? Ele demitiu-se porque "não havia mais nada a fazer" e agora o "coitado" (salvo seja) do Passos Coelho é que leva com as críticas todas em cima pelos erros dos outros todos que o antecederam. Não o defendo, mas também não estou contra ele. Ele faz o que pode para, no mínimo, tentar garantir uma vida melhor à geração que agora está, ou tem idade para estar, na universidade e aos que se seguirão.
Posto isto, será que sou o único que não critica estas medidas, apesar da severidade, e que acha que isto é um passo na direcção certa?
Despeço-me, assim
João Santos
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